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Ascendente térmica ocorre quando o ar mais leve do que o ar em volta, sobe. Como uma ascendente de morro, a ascendente térmica é controlada por um número de factores variáveis, de fato, por um enorme número de variáveis.
Os pilotos que preferem vôos em térmicas do que lift citam as seguintes razões:

as térmicas oferecem vôos com mais opções, uma vez que podem ocorrer em uma extensa gama de localidades;

implicam em mais desafios uma vez que as térmicas são menos previsíveis do que o lift e requerem maior habilidade para localizá-las;

talvez o melhor de tudo, as térmicas podem levá-lo a grandes altitudes.

Se localizar uma boa térmica, tente subir o mais alto possível, considerando um vôo longo (cross-country).
Força Causadora

A força que está por trás do fenómeno das térmicas é a energia solar.
Conforme o sol toca a terra aquece a superfície e esta aquece o ar ao redor, alguns componentes da superfície aquecem-se mais rapidamente do que outros : uma região de areia aquece mais rápido do que uma floresta, por exemplo.
Em geral, ar quente é mais leve do que ar frio. Porém, a humidade representa o seu papel também, visto que ar húmido é até 2% mais leve do que o ar seco.
A regra, então é esta: se uma massa de ar estiver mais quente e/ou húmida do que o ar envolta, essa massa é mais leve do que a circundante.

O Impulso Inicial: GATILHO

Se a massa de ar fica suficientemente mais leve do que a que está em volta, ela eventualmente se separa da superfície e sobe. Este movimento inicial cria turbulências na superfície com o ar mais pesado preenchendo o lugar do mais leve que está subindo.
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Convecção
Assim que se desgruda do solo, a térmica começa a se expandir enquanto sobe. Continua subindo enquanto sua densidade for menor do que o ar em volta. Sua razão de ascensão é ditada pelo quão leve ela é. Com a térmica expandindo e resfriando, sua taxa de subida diminui.
Uma vez que o ar que sobe tem que ser reposto. O ar mais denso que está em volta da térmica desce. Este fluxo circular forma uma pequena escala de um sistema convectivo.
A térmica ocupa apenas uma pequena porção de dada área de convecção. A maior parte é composta por descendentes. Quanto maior a distância da térmica, menor a taxa de descida do ar.
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Dissolução

Eventualmente a térmica encontra um dos muitos destinos possíveis e termina. Ela pode ser soprada por ventos, dissipando-a, ela pode se tornar uma nuvem e depois dissipar, ou ela pode simplesmente extinguir-se conforme expande, resfria e se mistura ao ar circundante.
Factores que Afectam a Formação de Térmicas
Como norma muito severa, basta a incidência da luz solar em um solo seco por 20 minutos que será o suficiente para formar uma térmica potencial – uma massa de ar que é mais leve do que a em volta.
O sol não aquece a terra de forma uniforme resultando em numerosas excepções na regra dos “20 minutos” .
Ângulo do Sol em Contacto com a Superfície
O ângulo no qual o sol atinge o solo representa um grande papel em o quanto de calor a superfície absorverá. O ângulo do sol em uma determinada área varia com a latitude, a estação e a hora do dia.
Além disso, variações no contorno do terreno implicam em individualização dos componentes do terreno que recebem mais calor solar que outros. Terrenos que recebem a luz do sol directamente absorvem mais energia do que aqueles que recebem essa luz com alguma inclinação ou de forma falha.
Um morro com sua face para o leste por exemplo, está apto a gerar térmicas potenciais pela manhã, tem eficiência parecida ao meio-dia e provavelmente não será boa à tarde.
Características do Terreno
Alguns solos são mais inerentes a absorção de calor do que outros:

em geral, superfícies escuras absorvem calor enquanto as mais claras reflectem.

superfícies planas absorvem mais do que terrenos acidentados.

terras nuas aquecem-se mais rapidamente que as recobertas com vegetação, parte devido à transpiração húmida das plantas o que resfria o ar. No entanto a vegetação retém calor por mais tempo do que solos nus.

áreas secas aquecem mais rápido do que as húmidas, porque parte de energia solar é gasta na evaporação da água que está na área mais húmida. Além disso, o calor é armazenado na água, onde é conduzido para as áreas profundas, distanciando-se da superfície.

Em outras palavras, térmicas são mais fáceis de se desenvolver sobre uma pilha de rochas do que sobre a vegetação que a circunda; mais sobre a areia da praia do que sobre um lago próximo; e, mais sobre um terreno limpo do sobre um cheio de arbustos (até no fim do dia, quando a situação se reverte e as ascendentes são melhor localizadas sobre a vegetação devido a sua superior retenção de calor).
Áreas urbanas contém superfícies lisas e escuras tal como ruas e áreas de estacionamento, actividade que geram calor (fornos, etc..), cidades e centros urbanos frequentemente geram térmicas. Naturalmente, são requeridas altitudes suficientes e extrema cautela quando voando sobre áreas habitadas.
Obstrução dos Raios de Sol
Qualquer coisa que iniba os raios de sol tocarem uma superfície, inibirá seu aquecimento.
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Obstáculos naturais: nuvens, névoas, poeira ou neblina. O homem contribui com fumaça, fuligem e poluição. Características da superfícies que são mais altas do que o terreno ao lado – montanhas, árvores, prédios, ou outras estruturas – geram sombras indicando áreas em que a luz solar foi bloqueada.
Se a obstrução for total, como uma cobertura de uma nuvem pesada, o aquecimento da superfície é reduzido. Obstrução parcial, de outra forma, pode facilitar o desenvolvimento de térmicas pois aquecimento desigual facilita a ocorrência de térmicas.
Ventos
Em alguns casos, o vento impede a formação de térmicas, porque resfria a superfície e mistura o ar. Em outras situações, pode ajudar.
Enquanto o vento resfria o superfície, áreas que estejam protegidas podem continuar absorvendo calor, podendo resultar em diferencial de temperatura suficiente para gerar térmicas. Campos com grãos secos, áreas roçadas e áreas protegidas de ventos descendentes são excelentes fontes de térmicas em condições de ventos.
Factores que Afectam o Gatilho

Uma massa acumulada de ar leve não é uma térmica em si. Ela necessita de um gatilho para ser transformada em uma térmica.
O gatilho pode ser comparado ao que ocorre quando a condensação se acumula num cano. A humidade pode se aderir ao tubo indefinidamente, mas se você tocar no cano com seus dedos, quebra a tensão da superfície que está retendo a humidade no tubo e a água começa a gotejar. Em seguida, a tensão superficial começa a se quebrar como uma reacção em cadeia por toda a superfície, causando gotejamento no ponto original de contacto.
Em um modelo similar, um impulso suave, pode, algumas vezes desencadear uma grande térmica. Grande variedade de forças pode dar início a uma térmica.
Locais de Gatilho
Alguns locais de gatilho envolvem contrastes em elevação: crista de morro, picos de montanhas, bordas de declives, falésias… .
Outros envolvem contrastes de temperatura: o topo de bosques, áreas aradas, lagos, ou áreas húmidas.
Com o Movimento do Ar
Provavelmente, o mais comum tipo de gatilho ocorre com o vento ou outra forma de ar em movimento. Este fato explica porque o gatilho não ocorre necessariamente – e na maioria das vezes não ocorre – no mesmo lugar do aquecimento original da massa de ar.
Por exemplo, uma massa de ar leve formada no topo de um platô e depois empurrada por uma brisa estará apta a subir livre assim que ela atinge a crista do morro.

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Quando o vento está brando e portanto menos capaz de por si só engatilhar uma térmica, um local de gatilho torna-se muito importante e será mais fácil de ocorrer longe de onde houve o aquecimento original da massa de ar.
Quando estiver procurando por térmicas em dias de ventos fracos, preste mais atenção em pontos de gatilho do que em locais de aquecimento.
A maioria das térmicas é iniciada por algum auxílio do vento ou outra forma de ar em movimento (descendentes fortes são óptimas p/ isto).
O vento pode agir como um gatilho por si próprio, simplesmente dando uma “cotovelada” numa térmica em potencial. Qualquer coisa que faça o ar se mover – um carro viajando numa estrada, um avião descolando, um trem em movimento, outra térmica desgarrada que esteja por perto – pode ter o mesmo efeito.
Gatilhos Independentes
Um local de gatilho algumas vezes pode iniciar uma térmica que se solta, mesmo sem o auxílio do movimento do ar. Por exemplo, um local envolvendo grandes contrastes de temperatura – a borda de um lago, de um rio, de matas, … – às vezes resultam em uma massa de ar que é significativamente mais leve do que o ar em volta. Massas de ar como estas podem por si próprias serem o gatilho, ou então, necessitar de um impulso mais fraco do que em outras condições.
Outro exemplo: uma massa de ar quente aquecida num vale entre montanhas e depois fluindo para o topo destas, pode se libertar do solo como uma térmica tão logo atinja a crista do morro.
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Temperaturas locais Extremas

Temperaturas extremamente altas, provenientes de outras fontes que não o sol, encontradas em uma determinada área, constitui um tipo de térmica onde o próprio calor elimina a necessidade de qualquer gatilho adicional.
Fogo
Fogo ou queimadas provocadas pelo homem ou de origem natural, geram massas de ar ascendentes. Infelizmente, neste caso também surgem movimentos contrários como a descida de oxigénio que alimentará o fogo, resultando em turbulências e descendentes violentas.
Embora não recomende que se voe sobre o fogo. Tenho que relatar que alguns pilotos têm feito isto, apesar do perigo apresentado pelas turbulências e pela possibilidade de serem tragadas para o fogo e pelas labaredas.

Térmicas de Fábricas

Fábricas muito grandes às vezes produzem térmicas úteis… Se decidir voar em uma térmica gerada por uma indústria, fique ciente que além da fuligem, fumaça, sujeira e odores desagradáveis, algumas indústrias emitem gases tóxicos. Além disso, são frequentemente muito turbulentas.
Características das Térmicas
Térmicas têm sido comparadas a flocos de neve onde um nunca é igual ao outro. Existe no entanto algumas estruturas gerais de térmicas. Um entendimento das variáveis as quais criam e formam estas estruturas básicas pode ajudar que o piloto tire o máximo.
Tamanho
Esta é talvez a mais simples das variáveis que envolvem a estrutura de uma térmica. O tamanho da massa de ar original (região de aquecimento ou fonte de humidade) e o impulso inicial determina o diâmetro e o formato aproximado da térmica resultante.
As térmicas podem ser de 1 até centenas de metros de diâmetro. Para ser útil ao vôo livre, uma térmica deve ter em torno de 30 m (voando a 10m/s = 36 km/h, percorre-se esta distância em 3 segundos) no mínimo.
Duração do Aquecimento
A frequência do aquecimento que uma superfície recebe – isto é, constante ou intermitente – determina a estrutura vertical global da térmica. As duas estruturas básicas são as colunas e as bolhas.
Colunas
Se uma superfície recebe aquecimento constante, estará apta a produzir uma coluna
estável de ar quente subindo do solo: uma “coluna térmica”. Este é o tipo mais comum.
A ascensão mais forte é encontrada no centro pois o ar periférico tem sua velocidade diminuída pela fricção. Quando o ar no centro da coluna atinge o topo da térmica, o ar ascendente expande, e desce pelos lados da térmica, parte deste, retornando à coluna ascendente.
Se o aquecimento solar é interrompido, como pela passagem de uma nuvem, a actividade da térmica pode ser interrompida (às vezes nada acontece) cortando a coluna. O resultado é um segmento de coluna térmica. Quando o aquecimento volta, a actividade da térmica é reactivado.
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Bolhas

Se o aquecimento é intermitente ou genericamente fraco, uma “bolha” de ar leve pode ser liberada e forçada para cima, com o ar mais pesado vindo para substituir. Após um tempo – alguns minutos, uma hora ou mais, dependendo da rapidez a qual a superfície é aquecida – outra bolha é liberada.
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Teoricamente, uma bolha tem a forma de um turbilhão circular – como uma bolha de fumaça – com uma forte ascensão em seu centro e com fraca ascensão ou descendente em suas bordas. Tenha em mente que quase toda discussão a respeito de forma de térmicas é baseada em teoria. É complicado e caro medir. Visualizar, impossível com as técnicas conhecidas na actualidade.
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Frequência de Gatilho

Se as térmicas são frequentemente impulsionadas devido a ventos fortes, tendem a ser pequenas e fracas.
Deriva
O vento também influencia o curso que uma térmica toma, assim que ela sobe. As colunas térmicas se inclinam e se quebram com os ventos em vários graus de acordo com a força e direcção do vento versus a força de ascendente.
Devido estarem “conectadas” ao solo as colunas térmicas tendem a aderir ao solo, resistindo a inclinação e ao deslocamento por um certo tempo.
Se as bolhas térmicas, segmentos de colunas térmicas, e colunas térmicas forem separadas do solo, tornam-se mais susceptíveis a serem deslocadas pelo vento.
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Térmicas com Múltiplos Centros

A acção do vento pode gerar térmicas com múltiplos centros. O vento pode soprar térmicas suaves para um ponto de forte gatilho, onde coalescem (aglomeram, similar a aproximação de uma gota de água com outra).

De forma similar, movimentos do ar surgidos devido a uma térmica, podem iniciar outra térmica por perto e então unirem-se, formando uma única térmica com vários centros.
Dissipação

Se o vento estiver mais forte do que a térmica ele pode dissolver a térmica literalmente soprando-a em pedaços. Ventos acima de 40 km/h (números sempre aproximados) são fortes o bastante para dissolver a maioria (não todas) das térmicas.
Cloud Street (Qual distrito ?, segundo Caveirinha)
Áreas boas para a produção de térmicas podem gerar uma fila de térmicas chamada “Cloud Street”.
A direção de alinhamento desta fila depende da direcção do vento e do terreno.
Se formar sobre uma cordilheira, um rio, grandes contrastes tais como mar/areia,..etc, costuma seguir o relevo. Na ausência de maiores obstáculos, forma-se alinhada com o vento.
Um “Cloud Street” permite um vôo sem giros por toda a sua extensão com apenas alguns círculos ocasionais. As colunas de ar ascendentes são separadas por uma distância de aproximadamente duas vezes e meia a altura das térmicas. O ar descendente, variando de moderado para forte em proporção `a força da térmica ocorre entre as colunas.
Para formar tais vias o vento deve soprar na mesma direcção através da camada convectiva (a camada no qual a térmica se forma e sobe) preferencialmente incrementando a velocidade com a altitude.
Cisalhamento
Duas camadas de ar adjacentes envolvendo ventos soprando em direcções ou em velocidades diferentes, é o cisalhamento.
Quando uma térmica encontra um cisalhamento, inclina-se, é arrastada, ou é desfeita, depende da força relativa entre as camadas e a da térmica. Em geral, um cisalhamento envolvendo ventos com diferença de velocidade de 15 km/h é suficiente para dissipar totalmente uma térmica.
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Estabilidade

Normalmente a temperatura do ar cai com a altitude. Caso este decaimento seja mais acentuado do que o normal (normal refere-se a expansão adiabática), isto é, caso a atmosfera esteja mais fria, a atmosfera é dita INSTÁVEL e propicia p/ ocorrência de térmicas. Caso contrário, ela é dita ESTÁVEL e os movimentos convectivos são menos frequentes.

Taxa de Subida da Térmica

A taxa de subida da térmica – ou seja, sua força – aumenta com o grau de instabilidade. Maior a instabilidade, maior o contraste de temperatura, em conjunto com o efeito da humidade, determina o quão rápido uma térmica sobe. Isto é, uma térmica geralmente sobe mais rápido naquelas altitudes onde a temperatura decresce rapidamente (maior gradiente térmico).
Quando o ar superior está bem mais frio e mais pesado do que o ar da altitude corrente, ele efectivamente “atrai” as térmicas para cima mais rápido.
Quando pilotos falam sobre razão de subida, querem dizer sobre a razão a qual ganham altitude em uma ascendente, ao invés de falar sobre a razão a qual o ar está subindo. Assim quando pilotos falam sobre “térmicas de 2 m/s” (1 m/s = 200fpm ; fpm significa: pés por minuto), querem dizer que sobem a uma razão de 2 m/s ; a térmica por si só está provavelmente subindo à uma taxa em torno de 3 m/s, pois a taxa de queda comum num equip. de vôo é de 1m/s.
Neste texto (assim como é usual entre os pilotos), a razão de subida e a de descida (sink rate) é referente ao que o piloto sobe ou desce.
Há registros de ascendentes de mais de 20 m/s, geralmente, sob nuvens muito grandes principalmente em relação ao tamanho vertical.
Altura das Térmicas
A altura da camada instável (convectiva) geralmente determina o quão alto uma térmica vai. Uma térmica normalmente continua a subir até encontrar uma camada de inversão forte o suficiente. No deserto de Mohave, as térmicas geralmente atingem de 3.000 à 4.500 m; no Owens Valley, alcançam de 5.000 à 6.500 m. Há térmicas que atingem a Estratosfera, geralmente formando CB’s que dependendo da latitude podem atingir em torno de 25.000 m. A maior parte das térmicas usadas para voar atingem altitudes na faixa de 1.000 à 2.500 m.
Inversões Térmicas

A inversão ocorre quando a temperatura do ar aumenta com altitude ao invés de diminuir. A inversão pode diminuir ou deter a ascensão de uma térmica, dependendo da força da térmica e do tamanho da inversão. Ela tende a cobrir a camada inferior, podendo ser vista de cima como uma névoa ou uma camada de “fuligem” abaixo do ar claro. O cisalhamento associado, usualmente gera rajadas horizontais de vento e turbulências.

Dissipação de Térmicas

O destino de algumas térmicas pode ser observado do chão, uma vez que muitas térmicas assumem a forma de nuvens antes de finalmente se dissiparem e desaparecerem. Outras térmicas – conhecidas como “blue thermals” (térmicas azuis)– desaparecem antes de se tornarem visíveis.

Rompimento

Algumas térmicas são simplesmente sopradas por ventos fortes ou separadas
por cisalhamentos severos.

Nuvens Stratocumulus

Uma inversão pode interromper uma térmica se for mais forte do que a térmica. Turbulências encontradas devido ao cisalhamento na base da camada de inversão, tendem a freiar térmicas e dissipar o seu calor por esta camada.
Com o passar do tempo, a camada de inversão vai se tornando progressivamente mais espessa e a altura máxima da térmica vai diminuindo.
Nuvens do tipo estratocumulus são formadas nas camadas de inversão se as térmicas tiverem humidade o suficiente. A medida que esta camada de nuvens vai se tornando mais espessa a superfície de aquecimento vai gradualmente diminuindo. Eventualmente a actividade térmica cessa totalmente.
Estas condições, descritas como “super desenvolvimento” pode persistir por horas até que as nuvens eventualmente sejam dissipadas pelo aquecimento do sol e/ou pelo vento, ou com a descida da água para regiões mais quentes de forma que ela retorne a evaporar.
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Se não forem dissipadas pelo vento ou interrompida por uma forte camada de inversão, uma térmica húmida normalmente acaba em forma de uma nuvem, a qual eventualmente se dissipa.

Cumulus

Estas são as nuvens mais comuns formadas pelas térmicas. Vários passos estão envolvidos no seu desenvolvimento.
À medida que uma térmica sobe, ela se resfria. Quando o vapor d’água contido na térmica é resfriado ao seu “ponto de orvalho” ele se condensa, formando gotículas que ao reflectir a luz são visualizadas na cor branca. Estas são as nuvens mais comuns formadas pelas térmicas. Vários passos estão envolvidos no seu desenvolvimento.
À medida que uma térmica sobe, ela se resfria. Quando o vapor d’água contido na térmica é resfriado ao seu “ponto de orvalho” ele se condensa, formando gotículas que ao reflectir a luz são visualizadas na cor branca.
O processo de condensação libera energia que é adicionada à ascendente gerando turbulências dentro da nuvem. O súbito acréscimo da taxa de subida faz com a térmica se misture mais rapidamente com o ar circundante diluindo o ar ascendente mais leve. Está diluição súbita do ar ascendente e a condensação do vapor d’água se combinam de forma que a nuvem entra num equilíbrio dinâmico, dando a impressão de que ela está parada (às vezes está mesmo).
Se mais térmicas continuarem a alimentá-la, a nuvem continua a crescer. Nuvens cumulus tipicamente atingem altitudes de 800 a 5.000 m.
As primeiras gotículas suspensas formam fiapos irregulares que vão se tornando mais espessos e coalescem. A nuvem vai se tornando crescentemente mais compacta e suas bordas mais definidas. Uma formação de cúpula (côncava) aparece acima da área de ascensão mais forte.
Gotículas flutuando abaixo da nuvem também indicam humidade e ascensão forte. A área de melhor ascensão está geralmente do lado que o vento vem (contra o vento), especialmente se este recebe calor adicional do sol.
Quando a térmica termina (talvez porque a nuvem tenha bloqueado a incidência da fonte de calor), a nuvem entra em seu estágio final. A base se torna convexa e suas bordas começam a se desintegrar. Os contornos da nuvem tornam-se menos definidos.
Os fragmentos remanescentes da nuvem dissipam-se em descendentes, que persistem por um curto período de tempo após todos os traços visíveis da nuvem terem desaparecido.
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Quanto mais seco estiver o ar, mais rapidamente este processo ocorre. Numerosas nuvens em uma área indica a humidade de ar circundante está em alta prolongando a vida (p/ mim elas, assim como a atmosfera, têm vida) das nuvens.
Estratocumulus

Se o ar acima da base de uma nuvem tipo Cumulus está húmido, o ar ascendente pode iniciar uma relação em cadeia. O resultado é a condensação da humidade circundante. Este processo continua enquanto o ar continuar se condensando, o que pode ocorrer até mesmo tendo a térmica cessado.
Se a camada húmida estiver acompanhada de uma inversão (como frequentemente são), a nuvem pode se achatar e se dilatar lateralmente, formando um Stratocumulus.

Cumulonimbus

Nuvens do tipo Cumulus às vezes transformam-se em uma nuvens Cumulonimbus (ou “Cb”), a qual continua crescendo, mesmo que a térmica original tenha acabado, atingindo altitudes acima do 12.000 m (depende da latitude). O topo dos Cb’s geralmente atinge a Troposfera.
Um Cb forma-se quando existe uma fonte térmica forte, ar instável e húmido, e nenhuma inversão forte que venha deter seu crescimento. Ventos muito fortes geralmente impedem a formação de Cb’s.
A energia liberada pela condensação é adicionada à térmica de forma que a partir de um certo tamanho, esta energia de condensação passa a ser suficiente p/ promover o crescimento da nuvem. Quanto maior o seu tamanho, maior a liberação de energia e mais rápido será o seu crescimento. A nuvem fica maior e mais complexa, podendo conter múltiplos centros com fortes ascendentes e descendentes turbulentas, e normalmente violentas.
Cb’s são nuvens que podem acarretar muitos problemas a qualquer tipo de aeronave. Sua influência pode ser sentida a mais de 60 km de distância.
Um dos graves problemas que ocorrem neste tipo de nuvem é o fato de que o piloto por estar longe imagina estar em distância segura de sua acção vertical, contudo o risco não existe apenas em ser “chupado”. Quando a chuva começa, a água que cai num volume incrível, empurra o ar que está em baixo e este chega a atingir velocidades superiores a 100 km/h em locais que a princípio
pareciam protegidos de seus efeitos.
Não confie no fato da nuvem estar branca pois se você estiver do lado que o sol incide, você a verá branca. Mesmo nuvens muito pequenas parecem escuras quando há sombra nelas.
Geralmente quando o dia está propício p/ formar um Cb, está p/ formar outros e uma nuvem bem maior pode estar escondida por um Cb que sua experiência diz ser seguro.
Infelizmente, tivemos diversos campeões do mundo na prática de vôo (planadores e asa delta), assim como outros pilotos muito competentes, que erraram ao imaginar o estrago de tais nuvens e não tiveram outra oportunidade.
Evite os Cb’s:
“Cb no ar, voador(a) no bar!”

Expansão, Misturas, Resfriamento

Assim que sobe, uma térmica se expande. Ao passo que se expande o crescente atrito dissipa parte da energia de subida. Também ocorre mistura com o ar circundante, gradualmente se extinguindo.
Se falta na térmica humidade suficiente para a formação de nuvens, ela simplesmente sobe, sem no entanto se tornar visível (blue thermal).
Escolhendo a Melhor Hora para Descolar
Primeiro, você tem que escolher a hora apropriada para descolar. Depois, deve localizar a térmica. E finalmente, tirar o melhor proveito dela.
Também como no lift, definir a hora de descolar começa com a observação da vegetação em movimento, perceba a onda na vegetação subindo o morro.
Quando descolar, não espere que a térmica esteja desenvolvida na rampa.
Descole no início dela. Cronometrar os ciclos (intervalo e duração) delas ajudará a acertar o instante mais apropriado.
Observe os pássaros, formações de nuvens, etc… É importante que os demais sinais estejam indicando um momento de ascensão.
Localizando Térmicas
Use o seu conhecimento sobre térmicas, seu raciocínio e todas as evidências disponíveis para localizar as térmicas, o que o ajudará a atingir suas metas de vôo.
Esquematize seu aprendizado e experiência para localizar térmicas. O que entende sobre o processo de formação, como são estruturadas, os gatilhos, como se desenvolvem à medida que sobem, como se extinguem e estime onde as térmicas são prováveis de serem localizadas.

Pergunte a si mesmo : onde o ar deverá se aquecer?

Onde estão os pontos de gatilho? (lembre-se que os pontos de gatilhos são tão importantes quantos as fontes de calor, especialmente em ventos fracos).

O quão húmido está o ar?

Se está se movendo?

Qual a velocidade?

Em qual direcção?

Suas perguntas e um pouco de lógica aumentarão a probabilidade de encontrar uma térmica (ou ser encontrado por uma).
Sempre que você estiver numa térmica, tente identificar de onde ela deve estar saindo. Se for capaz de localizar a fonte, observe a sua posição em relação a ela, verificando como está a sua deriva. Observe que ela normalmente muda com a altitude. Use estas informações p/ condições semelhantes.
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Sinais Visíveis
Algumas vezes você verá sinais que tanto confirmarão ou contradirão suas conclusões.
Por exemplo, se avistar poeira, bandeira ou fumaça de diferentes pontos convergindo para um, ao invés de derivar com o vento, o ar deverá estar subindo a partir daquele ponto. Ao contrário, se estes sinais mostram que os ventos divergem de um só ponto, há possibilidade de que o ar acima esteja descendo.
Em áreas com vegetação ao avistar folhas se movendo independentemente de qualquer vento, pode indicar uma térmica se liberando (infelizmente, você tem que estar baixo para ver o movimento na vegetação).
Cúpulas de névoa – formações no topo de camada de inversões – são geradas por térmicas tentando varar a inversão. Você será capaz de ver névoa mais facilmente através de óculos de sol com lentes castanhas ou amarelas do que com lentes azuis. As lentes polaróides são as melhores ; poderá enxergar névoa, contornos de nuvens, poeira mais facilmente através de polaróide do que com olhos nus.
Mais Sobre Nuvens

Nuvens Cumulus são uma grande pista sinalizando a existência de ascendente, entretanto há significante espaço de tempo entre o desenvolvimento de uma térmica e o desenvolvimento da nuvem Cumulus que ela produz.
Se estiver a uma certa distância de um grupo de nuvens, escolha a menor com a base mais clara, que estiver crescendo. Se estiver alto o suficiente, escolha a nuvem com sua cúpula mais bem formada. Mais baixo, escolha a nuvem com a área mais escura em sua base. Se em sua escolha perceber que a base da nuvem está se tornando convexa, significa que está dissipando.
Alguns sinais são evidência concreta de onde a térmica está, não apenas onde poderia estar. Térmicas fortes carregam, folhas, insectos, poeira, sacos plásticos, etc.

Dust Devils

A pressão do ar é bem mais baixa no centro de um “dust” e uma forte turbulência pode existir ao longo de toda parede deste centro, especialmente perto do solo.
Os “dust” são formado a partir do encontro de duas ou mais térmicas. A região ascendente está em torno deles e não sobre. No interior, há fortes descendentes.
Outro indicador visual é a fumaça. Fique atento, pois se fumaça subisse sempre com as térmicas, não teríamos problemas de poluição tão graves. O comportamento delas é que deve ser analisado.
Quando se avista parte dela derivando subitamente p/ cima, é sinal de térmica.
Geralmente as partículas sólidas que formam aquilo que chamamos de fumaça, são arrastadas pelo vento de forma que a parte principal da térmica costuma estar um pouco mais contra o vento. Fumaças de indústrias de cimento são muito mais pesadas do que as demais, derivando muito mais por isto, o que as vezes nos dá a falsa impressão de vento muito forte.
Finalmente, se avistar planadores, asas, parapentes, pássaros que não estejam batendo suas asas, circulando e ganhando altitude, não há qualquer dúvida que ali há uma térmica.
Pássaros podem usar térmicas que são muito pequenas. Quando usado em combinação com outros métodos para estimar o tamanho das térmicas, os pássaros fazem excelentes dimensionamentos de térmicas, contudo, pássaros às vezes estão apenas brincando (pelo menos parece isto). Importante que certifique que estão realmente subindo.
Avaliando o Tamanho e a Força das Térmicas

Suponha que você localize uma térmica, mas não tenha qualquer idéia de sua largura ou sua força.
Continue voando em frente e fique atento ao seu variômetro. Se o vario continuar a registrar ascensão enquanto você contar vagarosamente até três, inicie o giro. Não siga isto rigidamente.
Se não souber p/ qual lado, faça a curva contra o vento, pois se for a direção errada, ainda poderá apegar a térmica. Se virar a favor e estiver errado, cairá na descendente e depois contra o vento será mais difícil retornar. À partir daí, vá fazendo elipses, de forma a mapear melhor a térmica.
Importante lembrar que é necessário curvar sempre no ponto de máxima ascendente. Nunca após o vario ter parado de apitar. Esta regra ajuda muito no início. Com o tempo e a experiência, cada piloto vai adaptando p/ um método próprio.
Se houver outros pilotos, gire p/ o mesmo lado dos que lá já estavam.

Numa térmica, concentre-se em permanecer na parte que sobe mais.Tente se posicionar de forma que o meio desta esteja no centro dos seus giros.
Há inúmeros métodos para centralizar uma térmica. Eles sempre parecem fáceis no papel, mas nem tanto de por em prática no ar. O meu método é simplesmente continuar girando, variando o centro dos giros, aumentando ou diminuindo a curvatura sempre que suspeitar que há uma melhor ascendente em outro ponto.
Se estiver voando em uma térmica com vento, deverá deslocar o círculo contra o vento, pois poderá ser empurrado pelo vento e cair na descendente.

Se Perdê-la …

Cair de uma térmica é uma experiência bastante comum. Se você não puder achar a térmica após ter caído dela, pode ser que ela tenha se separado e subido para cima de sua altitude. Ou, pode ter sido arrastada pelo vento; às vezes, é possível encontrá-la virando à favor do vento, mas tenha certeza antes de que ela não está na direcção contrária ao vento.

Subir Rápido

Para subir mais rápido é preciso estar na região que sobe mais. A ascendente mais forte está no centro de uma térmica, logo seria lógico voar no menor raio possível para estar o mais perto do centro. No entanto, giros estreitos significam ângulos com a horizontal aumentados, e consequentemente maior razão de descida. Se o centro da térmica é significativamente mais forte do que o resto da térmica, curvas de raio pequeno são justificadas. Se a diferença da taxa de subida dentro da térmica é menos drástica, voe em giros maiores para conseguir uma menor razão de descida de seu equipamento.
Cada térmica tem a sua característica. Tente observar pássaros e/ou outros pilotos como referência. Faça testes e use o vario p/ tirar suas próprias conclusões. Ter um retrato mental do que acontece é fundamental.
Tome cuidado com Hipoxia em Grandes Altitudes (para os que entrarem em nuvens monstruosas, além do frio …)
Se você estiver muito alto, conserve o oxigénio para fazer somente os movimentos necessários; você necessita de oxigénio para se aquecer. Tome cuidado com a Hipoxia, uma condição resultante da quantidade insuficiente de oxigénio
Sempre Tenha uma Área de Pouso em Mente
Uma vez que você esteja no ar, esteja certo que uma área de pouso de algum tipo esteja dentro dos seus planos.
Considere que para alcançar essa área de pouso deve contar com a performance do seu equipamento, com a direcção do vento para ajudar ou atrapalhar a alcançar esse pouso e com eventuais descendentes que possa encontrar no caminho.
Deixando Uma Térmica
Antes de deixar uma térmica tenha um plano para o seu próximo passo, não espere chegar até a base de uma nuvem para traçar um novo plano de onde ir em seguida. Analise as nuvens vizinhas enquanto você sobe, usando o tempo gasto nos giros para determinar qual delas está se desenvolvendo e qual está dissipando.
Alguns pilotos deixam a térmica simplesmente se alinhando quando estão na direcção do alvo desejado.
Outros pilotos preferem sair pelo lado p/ fugir de descendentes fortes ou de situações turbulentas.
Sempre depende da térmica em questão e da posição em que se está nela, o que funciona melhor.
Sair pelo miolo, ou o mesmo que se alinhar na direcção desejada pode apresentar mais turbulência.

Qualquer que seja a técnica, esteja preparado para aumentar sua velocidade quando for atravessar o ar descendente que existe no lado de fora da térmica, atravessando o mais rápido possível.
Esteja também preparado para atravessar as interfaces que podem apresentar turbulências severas quando os gradientes de velocidade vertical forem grandes.
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Algumas Normas de Etiqueta:

Se entrar em uma térmica já ocupada por um outro piloto, gire no mesmo sentido que o piloto.

Ajuste os seus giros de forma que eles sejam concêntricos com os demais pilotos.

Se outro piloto está subindo mais rápido do que você e está abaixo, dê prioridade, pois a visão deste piloto é mais limitada do que a sua.

O conceito de outras regras aplicadas para locais em particular são válidas tanto para vôos em encosta como em térmicas. Cheque com os pilotos do local para as especificações.
Voando Em Outros Tipos de Ascendentes

Há vários tipos de ascendentes além de lift, térmicas e ondas. Esta secção discutirá alguns destes outros tipos, especialmente aqueles mais apropriados ao vôo livre. Não será falado sobre os tipos como planeio dinâmico, a técnica a qual permite ao ás do vôo, o albatroz, fazer vôos trans-oceânicos aproveitando o gradiente horizontal do vento. Esta técnica requer altos níveis de performance além do que é possível ao vôo de parapente e asa. Possível apenas p/ alguns planadores. O mesmo para vôo de onda pois p/ isto é preciso que o equipamento seja veloz (acima de 100 km/h).

Pré- Frontal

Frentes frias climáticas podem fornecer ascendentes transitórias as quais podem ser usadas por pilotos de vôo livre em certas situações.
Como Ascendentes de Frentes são Criadas
Ascendentes de frente ocorrem quando uma massa de ar frio encontra uma massa de ar quente e a força para cima.

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Frentes vagarosas produzem ascendentes fracas, frentes que se deslocam rápido produzem ascendentes fortes. Frentes frias (ar frio avançando no ar quente) são geralmente mais inclinadas e mais rápidas do que as frentes quentes (ar quente avançado contra o ar frio) e normalmente produzem ascendentes fortes. Se o ar quente contém humidade suficiente para condensação, a aproximação de uma frente fria pode produzir nuvens tipo Cumulus ou Cb’s.
Estas nuvens às vezes formam uma sólida parede de cumulus entre 50 – 150km à frente da massa de ar frio.
Há possibilidade de fortes correntes de ventos nestas condições podendo mudar qualquer vento existente em 180 graus…muito rápido.
Como Voar em Ascendentes de Frentes
Para voar na aproximação de frentes frias deve-se posicionar à frente das nuvens, contudo tal prática é extremamente perigosa, pois há possibilidade de formação de CB’s e de ventos muito fortes, o que pode prejudicar muito o pouso.
A área de melhor ascensão está abaixo da borda principal da nuvem que precede a frente. Esta área tende a ser estreita e é seguida de perigosas “chupadas” e aguaceiros.
O fenómeno inteiro se move e você deve se mover junto com ele de forma a evitar que seja “engolido” pelos ventos que vem atrás de você, independente do caminho que ele esteja tomando, quer você queira ou não.
Portanto, se você atingir a altitude necessária ou já estiver no ar, e se a direcção da frente corresponder com seu curso, e se você tomar o cuidado de manter a posição apropriada em relação a frente, permanecer na ascendente frontal pode ser um caminho para voar grandes distâncias.

Quando você voa numa ascendente frontal, é imperativo que você mantenha os olhos abertos na situação. No minuto que você determinar que fortes ventos e/ou turbulências estiverem tornando a sua posição perigosa, saia.
Baseie esta decisão em sua avaliação das condições ou em outras evidências…
Recomendo que parapentes não se atrevam a voar nestas condições.
Convergência
Quando duas massas de ar em movimento se encontram, o ponto do encontro é chamado de “convergência”. Sempre que uma convergência ocorre, certa quantidade é forçada para cima. Este movimento ascendente é conhecido como “convergência”.
Convergência com a Brisa do Mar
Frentes criadas pela brisa do mar são um tipo especial de frente com características diferentes daquelas ocorridas em terra.
Estas frentes ocorrem quando o ar frio sobre o mar (mais frio do que a terra durante o dia) flui para a terra por baixo do ar quente, forçando o ar quente para cima, que sobe e se move em direcção ao mar para completar o fluxo convectivo.

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A brisa do mar pode penetrar para o interior por mais de 100 km quando o terreno é plano (na região de Alfredo Chaves, não chega a avançar 5 km sobre a terra) e atingir velocidades acima de 40 km/h. Brisa do mar forte pode inibir actividades térmicas na área litorânea, ainda que térmicas sejam possíveis nesta área. Actividades térmicas são normalmente intensificadas ao longo da borda principal da frente.
Diferenças de Temperatura
Quanto maior a diferença de temperatura entre a água e a terra, maior o fluxo convectivo. As áreas litorâneas que ladeiam correntes de águas frias, são propensas à convergência mais forte (se a terra estiver ensolarada).
Como Identificar uma Frente de Brisa Marítima
As frentes de brisa marítima geralmente deixam um número de indícios por onde ocorrem.

Num Vale à Tarde

Quando uma encosta começa a esfriar após um dia de sol quente, o ar frio tende a descer pelas encostas. Estes ventos são chamados de “catabáticos”.
Ventos catabáticos de uma única encosta age como uma pequena frente fria, empurrando o ar quente para cima. Se descem pela montanha em ambos os lados de um vale, ocorre uma convergência no vale.
Muitas vezes, um vale oferece a melhor ascendente à tarde. Pássaros voando sobre um vale no fim da tarde é um bom sinal de convergência de ventos catabáticos. Provavelmente ficam a caçar insectos que são carregados para cima pelo ar ascendente.
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Em Local Quente e Isolado

Se um bloco de ar é rodeado por ar mais frio, o ar move-se em todas as direcções e o força para cima.

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Acima dos Obstáculos

Quando o ar se move para cima em ambos os lados de um obstáculo tal como uma montanha ou morro, forma uma convergência acima. Este fenómeno é mais frequente pelo resultado dos ventos “anabáticos” que ocorrem quando a encosta está aquecida e uma fina camada de ar quente flui campo acima, no caso de ocorrerem em uma única encosta, temos apenas lift.

Este tipo de convergência tende a ser forte e muito turbulento (cuidado ao voar sobre uma crista de morro). Vento moderado faz com que a área de ascensão se incline; vento forte destrói a convergência deixando apenas o lift.

De Múltiplas Fontes

O melhor tipo de convergência é aquele que combina ventos fortes de diversas direcções. Tais convergências são encontradas regularmente em locais apropriados.

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Como Identificar uma Convergência

Se a humidade do ar estiver suficientemente alta, a convergência pode ser marcada por pequenas nuvens Cumulus. Num dia sem nuvens, procure por sinais como névoa, fumaças, poeira convergindo p/ uma linha. De outro modo, se subitamente encontrar ar calmo após gastar tempo num ar veloz, você pode ter entrado numa convergência.
Como Voar em uma Convergência
Na maior parte dos casos, é necessário subir em térmicas para atingir as áreas de convergência. Normalmente, actividades térmicas são intensificadas ao longo de uma linha de convergência. Uma vez nela, é só relaxar e voar por uma boa distância como se estivesse num lift.
Ascendente Convectiva Inclinada (Lift de Térmica)
É similar a lift de morro, excepto pelo fato de que o “morro” em questão é uma massa de ar e não uma característica topográfica.

Como é Criada

Uma forte térmica cria uma barreira no ar, um obstáculo ao seu movimento. Desta forma, resiste a ser soprado pelo vento, especialmente pelo fato de que as térmicas tendem a se “ancorar” n o solo. Tal como um morro baseado na terra, parte do ar em movimento é forçado para cima para transpor a barreira. Tal “lift de térmica” existe apenas pelo tempo em que a térmica se mantém coesa.

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As variáveis a seguir estão envolvidas na formação deste tipo de lift:

Força de Convecção : a térmica deve ser suficientemente forte para criar uma barreira.

Forma do Vento : o ideal é que, a velocidade do vento aumente com a altitude, permitindo que térmicas se desenvolvam em ventos brandos perto do solo, mas hajam ventos superiores fortes para criar uma forte lift de térmica. Em geral, quanto mais forte o vento, mais forte será a ascendente.

Como Identificar

Para localizar este tipo de ascendente, procure por nuvens cumulus grandes porém ainda crescendo, com ventos superiores fortes. Quando falta no ar humidade suficiente para a formação de nuvens, há somente uma forma de localização: sorte.
Como Voar
Voar nestas ascendentes é como seria em lift de morro: com retornos e avanços no vento e fazendo curvas afastadas da “montanha”. Primeiro, no entanto, teste a térmica para ver qual ascendente é mais forte.
Este tipo de ascendente é muito útil quando o seu objectivo está contra o vento.

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Anticiclone
Um anticiclone (ou centro de altas pressões) é uma região em que o ar se afunda vindo de cima (e aquece e fica muito estável) e suprime os movimentos ascendentes necessários à formação de nuvens e precipitação. Por isso bom tempo (seco e sem nuvens) está normalmente associados aos anticiclones: quente e seco no verão e frio com céu limpo no inverno. Os anticiclones são indicados num mapa por «A» e são um locais onde a pressão atmosférica é a mais alta na sua vizinhança. À medida que o ar flui a partir dos centros de altas pressões é deflectido pela força de Corilolis de tal modo que os ventos circulam em volta dele na direcção dos ponteiros de um relógio no Hemisfério Norte (e no sentido inverso no Hemisfério Sul) – a chamada direcção anticiclónica.
Num anticiclone o movimento do ar é descendente, em espiral, expandindo-se à superfície, enquanto numa depressão o movimento é ascendente, em espiral, concentrando-se à superfície.
Durante o inverno, o ar descendente de um anticiclone pode criar uma inversão de temperatura, retendo o smog durante dias.

Ciclone
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Um ciclone (ou depressão ou centro de baixas pressões) é uma região em que o ar relativamente quente se eleva e favorece a formação de nuvens e precipitação. Por isso, tempo nublado, chuva e vento forte estão normalmente associados a centros de baixas pressões. A instabilidade do ar produz um grande desenvolvimento vertical de nuvens cumuliformes associadas a cargas de água.
São indicados nos mapas meteorológicos pela letra «B» e são locais onde a pressão atmosférica é a mais baixa na sua vizinhança e em volta do qual existe um padrão organizado de circulação de ar. À medida que, pela acção do diferencial de pressões, o ar flui dos centros de altas pressões para um centro de baixas pressões é deflectido pela força de Coriolis de tal modo que os ventos circulam em espiral ao longo das isóbaras, com um desvio no sentido da depressão, e na direcção ciclónica, isto é, no sentido horário (direcção dos ponteiros de um relógio)no Hemisfério Sul e no sentido anti-horário (direcção oposta ao dos ponteiros de um relógio) no Hemisfério Norte. Na meteorologia os movimentos de ar em sentidos inversos são denominados anti-ciclones.
Como exemplo de ciclones podemos citar os sistemas frontais, os tornados e os furacões. Como, na Índia e na Austrália, os furacões são chamados ciclones (e, na Ásia, tufões), os mídia confundem constantemente o termo ciclone com o de furacão. A meteorologia diferencia o ciclone extratropical do furacão. Um furacão tem núcleo quente e se forma sobre águas quentes, em geral acima de 26 graus celsius. Um ciclone extratropical em geral é um fenômeno de latitudes médias e altas que se propaga até latitudes tropicais, associado comumente a frentes frias e ondas baroclínicas em altos níveis da troposfera;
Os ciclones são fáceis de reconhecer num mapa de observações à superfície pelos ventos que tendem a fluir para ele com uma rotação «em espiral» e nas imagens de satélite pela configuração em forma de vírgula de bandas de nuvens.
No Hemisfério norte, um ciclone em desenvolvimento é tipicamente acompanhado (a leste do centro de baixas pressões) por uma frente quente atrás da qual ventos de sul transportam para norte o ar quente e húmido de uma massa de ar quente, contribuindo para a desenvolvimento de precipitação. Atrás do centro de baixas pressões (a Oeste dele), ventos de norte transportam ar mais frio e seco para o sul, com uma frente fria marcando o bordo da frente dessa massa de ar mais fria e seca. No Hemisfério sul, como o sentido ciclónico se inverte, observa-se tipicamente a situação simétrica desta.

Um Pensamento Final Sobre o Vôo Livre

Quanto mais você conhece sobre como as ascendentes funcionam, o mais capaz você estará para localizá-las e voar nelas. Aumente o seu conhecimento teórico lendo e o relacione com os fenómenos observados na prática.
Mesmo quando você não estiver voando, observe o tempo. Tente adquirir o hábito de estar ciente das condições climáticas a qualquer hora em qualquer lugar.
Observe as formações de nuvens e suas dissipações. Procure por cloud streets, convergências e pássaros. Imagine-se voando nessas ascendentes, mesmo quando fazendo outra coisa.
Não é preciso estar no ar para observar o clima.